Resenha: O diário de Anne Frank

Anne Frank, edição definitiva por Otto H. Frank e Mirjam Pressler - 373 páginas - Editora Best Bolso, 19ª edição - Rio de Janeiro. 2013. Título Original Holandês: HET ACHTERHUIS


Sinopse: 12 de junho de 1942 - 1° de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente seguiu para Auschwitz e mais tarde para Bergen-Belsen. A força da narrativa de Anne, com impressionantes relatos das atrocidades e horrores cometidos contra os judeus, faz deste livro um precioso documento. Seu diário já foi traduzido para 67 línguas, e é um dos livros mais lidos do mundo. Ele destaca sentimentos, aflições, a transformação da menina em mulher, o despertar do amor, a fé inabalável na religião, e revela a rara nobreza de um espírito amadurecido no sofrimento. Um retrato da menina por trás do mito.



''Espero poder contar tudo a você, como nunca pude contar a ninguém, e espero que você seja uma grande fonte de conforto e ajuda.'' Anne Frank, 12 de junho de 1942.
     
            O Diário de Anne Frank é um livro biográfico e histórico escrito pela jovem judia Anne Frank durante os anos em que foi obrigada a se esconder com a sua família e mais quatro pessoas em um anexo secreto durante o Holocausto.
            Anne Frank nasceu na Alemanha e aos quatro anos de idade mudou-se para a Holanda devido a chegada de Hitler ao poder. A família Frank se muda para o anexo secreto do sotão do escritório de Otto Frank em 1942, com o início da caça aos judeus na Holanda. Juntos com a família Van Daan e o Sr. Dusser, eles permanecem escondidos por dois anos até serem descobertos em 4 de agosto de 1944.
           Por ser um diário, a história é toda narrada pelo ponto de vista da Anne, que o utilizava como única forma de desabafar sobre a mudança que estava ocorrendo em sua vida. Nele, ela descreve como foram os anos escondida, os horrores que ouvira sobre a guerra, a convivência e a tensão de viver limitada no anexo com outras pessoas e o medo constante de serem descobertos pelos nazistas e levados para os campos de concentração.
''Acredite, se você ficasse trancada um ano e meio, acabaria achando demais. Mas os sentimentos não podem ser ignorados, não importa que pareçam injustos ou ingratos. Gostaria de andar de bicicleta, dançar, assoviar, olhar o mundo, me sentir jovem e saber que sou livre, mas não posso deixar isso transparecer.'' Sexta-feira, 24 de dezembro de 1943.

           Pelos relatos do diário, podemos perceber o amadurecimento de Anne durante os dois anos e como ela conseguiu lidar e suportar a manter-se escondida. A força de vontade, a fé na religião e a esperança de que a guerra acabasse é bastante implícita nas cartas, além do desejo enorme de ter um futuro e ser amada.
          Anne queria ser escritora e jornalista e pelo diário, ela pode nos confidenciar seus medos, anseios e sonhos, além de mostrar como era difícil ser judeu durante a Segunda Guerra Mundial. Seu diário é um livro que vai te cativar e fazer refletir sobre a vida. É impossível chegar a última página do livro e não sentir uma grande angústia por Anne não ter conseguido sobreviver. É difícil de acreditar que ela não pôde ver seu diário se tornar um dos livros mais lidos do mundo e um grande documento histórico sobre o Holocausto.
           Anne Frank morreu durante uma epidemia de tifo no campo de concentração Bergen-Belsen entre Fevereiro e Março e foi enterrada numa vala comum junto de sua irmã Margot, que morrera dias antes da mesma doença. O campo de Bergen-Belsen foi libertado em 12 de Abril de 1945, um mês depois da morte de Anne. Seu Pai, Otto Frank foi o único sobrevivente das oito pessoas que viveram no anexo secreto.
          A história de Annelies Marie Frank deve ser conhecida por todos, pois a sua sensibilidade mostra-nos a emoção e a reflexão de uma garota forte, cheia de fé, coragem e a esperança de que dias melhores viriam.

O diário de Anne termina aqui. 

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Essa história de que um blog precisa ter um assunto só e ter uma dona só é ultrapassada. O bom mesmo é se expressar, inovar, e fazer as pessoas se identificarem! Isso é o que pretendemos escrevendo este blog pra vocês. Gabrielle Almeida; 18, Ciencias Sociais. Kamila Cavalcante;18, Jornalismo. Ylla Biavatti, 18, Medicina Veterinária. Todas de Manaus - AM, postando diariamente assuntos totalmente desritmados! :)

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